Quinhentismo na poesia do Brasil (1500 - 1600)

Nos primeiros cem anos do chamado "Descobrimento" a nossa literatura esteve atrelada aos registros históricos e relatórios dirigidos à Coroa Portuguesa: era uma literatura de informação.

Os relatórios dos colonizadores portugueses traziam implícita a marca cultural européia e eram meramente descritivos: relatavam da fauna, da flora, dos indígenas, da terra que, como disse Caminha, "em se plantando, tudo dá". Eram crônicas não-literárias, mas com grande valor histórico.

A Carta de Pero Vaz de Caminha, o primeiro relato extenso sobre o Brasil, enviado a D. Manuel tão logo aqui chegaram em 1500, é um documento precioso da nossa história.

Outros documentos da época eram os diários de viagem, das expedições guarda-costas, a princípio, em seguida das exploradoras e, por fim, das colonizadoras. Narravam eventos e apontavam observações náuticas e geográficas, o que as configurava como documentos de interesse para a história marítima de Portugal e para a da colonização do Brasil. Houve algumas outras obras, sempre essencialmente informativas: mas prosa, não poesia.

Na poesia o destaque é jesuíta José de Anchieta, que escreveu poemas líricos e épicos. Escreveu nas areias das praias de Iperoig, atual Ubatuba, em São Paulo, com seu bastão: foram 4072 versos latinos de puro afeto à Virgem Maria. Anchieta veio para catequizar os indígenas e fez muito mais que isso: fundou a cidade de São Paulo, a Santa Casa de Misericórdia e foi professor, entre outras atribuições e funções que acumulava.

Barroco na poesia do Brasil (1601 - 1768)
Nas artes em geral, em todo o mundo, no Barroco houve um culto exagerado da forma. Na poesia brasileira isso se viu numa sintaxe rebuscada e no abuso de figuras de linguagem, o que foi questionado pelos poetas do Arcadismo.
Modernismo na poesia do Brasil (1922 - 1945)
A Semana de Arte Moderna marcou a data (1922), sem dúvida, do rompimento definitivo com a arte tradicional. Cansados da mesmice na arte brasileira e empolgados com inovações que conheceram em suas viagens à Europa, os artistas quebraram as regras preestabelecidas na cultura.
Romantismo na poesia do Brasil (1ª metade do séc. XIX)
Na primeira metade do séc. XIX, o "espírito romântico" continuou, após o "espírito revolucionário romântico" inconfidente. Em 1836 Gonçalves de Magalhães publicou o livro de poemas "Suspiros poéticos e saudades".
Quinhentismo na poesia do Brasil (1500 - 1600)
Nos primeiros cem anos do chamado "Descobrimento" a nossa literatura esteve atrelada aos registros históricos e relatórios dirigidos à Coroa Portuguesa: era uma literatura de informação.
Pós-Modernismo na poesia do Brasil
A conquista do sublime literário pela poética modernista correspondeu à sua progressiva pedagogização, oficialização, daí porque se usa a palavra cânone e a expressão modernismo canônico.
Arcadismo na poesia do Brasil (1769 - 1789)
Também chamado de Escola Mineira, o Arcadismo se praticava no Brasil – ainda que sem um academicismo nos moldes da Arcádia Lusitana - por um grupo de intelectuais que incluía os inconfidentes (Movimento político para libertação de Portugal, chamado Conjuração ou Inconfidência Mineira).