Parnasianismo e simbolismo na poesia, realismo na prosa no Brasil

Nas duas primeiras décadas do século XX, Alfredo Bosi assim descreve o movimento: "O Realismo se tingirá de naturalismo no romance e no conto, sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das "leis naturais" que a ciência da época julgava ter codificado; ou se dirá parnasiano, na poesia, à medida que se esgotar no lavor do verso tecnicamente perfeito".

No entanto, esse era um Brasil em que a divisão de classes era profunda, definida sobretudo pela diferença entre senhores e escravos, e a literatura exprime essas diferenças. A capacidade artística começou a ter um papel social e surgiu a idéia nas classes dominantes de que esse artesanato fosse uma criação requintada, requinte esse não próprio das classes menos favorecidas.

Principais autores: Simbolistas: Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens; Parnasianos: Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Raimundo Correia

Referências Biográficas

  • Ilha do Nome Santo, "Novo Cancioneiro", Coimbra, 1942;
  • Poesia Negra de Expressão Portuguesa, Lisboa, 1953;
  • Obra Poética de Francisco José Tenreiro, 1967;
  • A Ilha de São Tomé-Estudo Geográfico, Lisboa, 1961