Parnasianismo e simbolismo na poesia, realismo na prosa no Brasil

O simbolismo retomou o subjetivismo e o espiritualismo banidos da literatura pelo objetivismo realista. Na poesia parnasiana a linguagem se caracterizava pelo trabalho artesanal cuja perfeição e o virtuosismo tendiam à transitoriedade e ao isolamento.

Nas duas primeiras décadas do século XX, Alfredo Bosi assim descreve o movimento: "O Realismo se tingirá de naturalismo no romance e no conto, sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das "leis naturais" que a ciência da época julgava ter codificado; ou se dirá parnasiano, na poesia, à medida que se esgotar no lavor do verso tecnicamente perfeito".

No entanto, esse era um Brasil em que a divisão de classes era profunda, definida sobretudo pela diferença entre senhores e escravos, e a literatura exprime essas diferenças. A capacidade artística começou a ter um papel social e surgiu a idéia nas classes dominantes de que esse artesanato fosse uma criação requintada, requinte esse não próprio das classes menos favorecidas.

Principais autores: Simbolistas: Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens; Parnasianos: Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Raimundo Correia

Referências Biográficas

  • Ilha do Nome Santo, "Novo Cancioneiro", Coimbra, 1942;
  • Poesia Negra de Expressão Portuguesa, Lisboa, 1953;
  • Obra Poética de Francisco José Tenreiro, 1967;
  • A Ilha de São Tomé-Estudo Geográfico, Lisboa, 1961
Pós-Modernismo na poesia do Brasil
A conquista do sublime literário pela poética modernista correspondeu à sua progressiva pedagogização, oficialização, daí porque se usa a palavra cânone e a expressão modernismo canônico.
Arcadismo na poesia do Brasil (1769 - 1789)
Também chamado de Escola Mineira, o Arcadismo se praticava no Brasil – ainda que sem um academicismo nos moldes da Arcádia Lusitana - por um grupo de intelectuais que incluía os inconfidentes (Movimento político para libertação de Portugal, chamado Conjuração ou Inconfidência Mineira).
Romantismo na poesia do Brasil (1ª metade do séc. XIX)
Na primeira metade do séc. XIX, o "espírito romântico" continuou, após o "espírito revolucionário romântico" inconfidente. Em 1836 Gonçalves de Magalhães publicou o livro de poemas "Suspiros poéticos e saudades".
Barroco na poesia do Brasil (1601 - 1768)
Nas artes em geral, em todo o mundo, no Barroco houve um culto exagerado da forma. Na poesia brasileira isso se viu numa sintaxe rebuscada e no abuso de figuras de linguagem, o que foi questionado pelos poetas do Arcadismo.
Modernismo na poesia do Brasil (1922 - 1945)
A Semana de Arte Moderna marcou a data (1922), sem dúvida, do rompimento definitivo com a arte tradicional. Cansados da mesmice na arte brasileira e empolgados com inovações que conheceram em suas viagens à Europa, os artistas quebraram as regras preestabelecidas na cultura.
Quinhentismo na poesia do Brasil (1500 - 1600)
Nos primeiros cem anos do chamado "Descobrimento" a nossa literatura esteve atrelada aos registros históricos e relatórios dirigidos à Coroa Portuguesa: era uma literatura de informação.