Dois dedos de angústia

 
Dois dedos de angústia

Um poema
E dois dedos de angústia

Sinto-me nulo
Com medo
Sem valor
Tento não me angustiar
Fico quedo
Enfadado
Tomado
De um desconhecido temor
De uma angústia larvar

Angustia-me o futuro
E amargura-me o passado
Preso
Livre
Ou enamorado

Sinto-me angustiado
Por tudo
E por nada

Tudo tem a ver
Com este mundo malvado

Vale de Salgueiro, domingo, 23 de Novembro de 2008
Henrique Pedro

in “ Angústia, Razão e Nada” (Inédito)

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