CANTO DO SER SEM AURORA E ALVORADA

 
CANTO DO SER SEM AURORA E ALVORADA


Um rio agônico que deságua
O ocaso emanando dos moribundos olhos que derramam lágrimas
A cordilheira que se metamorfoseia em cinzas de montanha
A espera impressa e circunscrita na hirta parede da lembrança
O estro que tomba ante o eclipse total da esperança
A criança que dorme, morre e não sonha
O bardo que é maninho pasto, desrepasto, marasmo, secura, insônia
Insânia!


JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
 

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