Alçou aos céus.sonhos de um ícaro aprisionado em sua própria ilha de medos.invejou as andorinhas transitando livres seu rufar de asas.Forjou seu par de asas mecânicas e atirou-se do cume da montanha sombria da solidão.Era cedo para sentir-se Deus,era pouco para ser feliz.Caiu ingloriamente no fosso da depressão.
Viu as lebres correrem numa estonteante e magnífica velocidade.invejou sua explosão.Talhou em seus dissabores a autopropulsão,que bebia vapores e rompia a barreira do som.Era cedo para sentir seu dom,era pouco para ser feliz.
Nutriu-se da imponência dos golfinhos desbravando os mares.Talhou conveses ,fixou o leme,sentiu-se transatlântico.Perdeu enfim, sua bússola e seu destino.Vagou ansiosamente em busca de sí mesmo.
Por fim,traçou na sua semiótica os signos de uma nova linguagem e mandou mensagens a galáxias distantes.
Sua alma empedernida vagou a procura de repouso.Nenhuma resposta de como ser verdadeiramente feliz.
Até que um dia parou para escutar os múrmurios das ondas e ouvir a melodia inebriante das estrelas,e viu a vida pulsar num fluxo misterioso e afável chamado Deus.