O texto em si aborda uma temática característica do sofrimentos daqueles
que deixam o seu espaço na tentativa da melhoria, e jamais voltam a conhecer o sentido de pertença.
Noutras Terras
Para quem irá falar minha voz agora?
Em que tempo minhas lágrimas se secarão?
Que vão espaço, fosso estranho que no entanto nele faço meu leito.
É esse olhar que me persegue, pois são eles meus farol!
Mostra-me o caminho percorrido e aponta a distância: mapeia a separação.
Eis que saudade não é dor nem egoísmo;
É o cair num abismo num entregar-se espontaneamente,
Querendo assim alcançar o intemporal ou simplesmente desfazer-se para não ter se quer o direito de uma opção.
Assim o longe traz para bem mais perto aquilo que é o bem e que tanto causa o mau.
Sou mais um predador alimentando-se da própria carne.
Relação perpetua, pois é a carne da carne que a sobrevivência retalha.
Ah! Mas de tudo é dividido. Não na sua proporcionalidade e totalidade
.E assim consegue ser tão justo que jamais se saberá a quem coube na partilha ser o guardião.
E de todos os medos fustigados pelo tempo cristaliza na sombra e fortalece ao rumo do vento.