Descobre-se o véu De limpidos espelhos Em tua madrugada. Cai-nos salobro o céu E por mais espelhos Há saraiva coalhada. Aos frémitos Escurece pó. Tenho um dorso. Tenho préstimos Doidos de dó. Arranhaduras no torso. Estrelas apaziguadoras Descem por ti. Calam impaciente Fervor, degoladoras Pernas de si Comem-nos de repente. A boca salgada De morenos olhos Saliva fremente. Desce a lua desaustinada. Por mais escolhos Há alegria fendente. Depois... Temo-nos ossadas. Temo-nos solitários De cabeças num peito. Faz-se pó às colheradas E por mais sagitários Há um céu nocturno desfeito. Lúbrico o véu Cozido em tua madrugada, Cai-nos um céu E brota vinculada Estrela matinal, Gelo de cristal. Chuvisca-se noite matinal, Cai a teus pés De lés a lés Uma tisana cordial Que te vive nocturna Em plena matina soturna. Quem somos A um peito cozidos? Quem nos pomos Assim? ... Alaridos Berrando coruscados, Luminescentes inchados! Se vir de dia A próxima noitada, Liame reflexo, Estival maresia, Somos uma única ossada, Um único ritmo perplexo...