O surrealismo...
O surrealista...
O surrealismo e o surrealista...
Que congregação do caraças
Que vive de lucidez volátil,
Com a carcaça flagelada,
com a raiva de espírito imbele
à tona dum mar às alturas esticado.
Sobe o surrealista
atráves de subliminar surrealismo,
Oh Cesariny! Oh Lisboa!
O que vos deu enfim,
Para virem depois contar
que as palavras são meros meneios
De bocas e mãos lineares
sob um conjunto de linhas de racíocinio.
Que raio de opalescência esta,
que ainda vive perfuctoriamente...
Uma salva, duas, três e está o alarido feito!