Rosas vermelhas
encarnadas como sangue
que escorre pelas pedras
à luz do brilho ofusco do sol
como uma nascente de água quase esgotada
Pétalas arrancadas pelo vento
são como horas
que vão e não voltam
como memórias esquecidas mas imortais
Espinhos rasgados
espalhados pelos corações
já inúteis e desfragmentados
como estátuas despedaçadas
sem preocupação de serem concertadas
e estimadas
Raízes que não regeneram
como a fénix morta
pela chama do esquecimento.