Pequenos restos ainda restam neste deserto
Que queima meus pés em suas labaredas
Como se livrar deste cruel inferno?
Que corrói minha alma com suas borboletas
No purgatório alojei-me no limbo dos pecadores
Carregando em minhas mãos livres navalhas afiadas
Cortando meus dedos nas linhas dos pescadores
Que pescam almas rejeitadas
Andei por muros e masmorras
Procurando te encontrar na velha estrada
Mas teu sorriso estava escondido
Não encontrei teu sorriso
Não encontrei quase nada
Nem o teu sorriso restou no paraíso
Sandro Kretus