O poema singelo é puro diadema

 
O poema singelo é puro diadema


O poema real dispensa a imagem visual
Com o louvor do autor de uma arte à parte
Usando-se as mãos e a força do pincelar mental
E ao esculpir a pedra refratária diz-se: força da arte.


O poema singelo é puro diadema


O poema real dispensa a imagem visual
Com o louvor do autor de uma arte à parte
Usando-se as mãos e a força do pincelar mental
E ao esculpir a pedra refratária diz-se: força da arte.

Ao leitor que é o autor de intrinseca flor;
Com o poder de criar as demais artes ao som
De imagem quebrando pedra ao solfejo musical
De inspirada valsa, traz ao poema o dócil do sal
E o dulcíssimo lazer do eterno prazer do bom
Sentimento traduzido pelo amor no olhar.

Ao marejar do tempo sem tempo de enxugar
Vai querendo entender o que não é formado
Para se ver com o olhar dos sentidos, ouvidos
E paladar. É a visão a tatear um amor singular
Só para deixar o poema no seu devido lugar.

Deus deu dons aos homens.
 

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