Conversas com o meu umbigo

 
Conversas com o meu umbigo
De novo eu e tu…

Denoto o cansaço dos fracos
O lampejo dos incautos
O arremesso dos guerreiros
num corpo cravado de flechas
onde sobrevive a alma a nu

Tira-me desse fogo, onde arde
a minha vil petulância
a infame falta de humildade
a imodéstia feita de certezas
com roupagem de inconstância

Se ainda cá estás…
Ouve-me os medos e sente
a voz da fragilidade

Nas entranhas onde vives
escondes as minhas raízes
o meu eu não te importa
és um cordão egoísta
e o que mais me aflige
é tu e eu sermos um só

 

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