Canção Final

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Canção Final
Menção honrosa no Concurso de Poesia da CMTC - SP (1984) Depois de muito fastio,
da dor cruel da partida,
do pranto intenso o estio
acalmou enfim minha vida.

Voltar talvez eu não possa.
Receio uma nova recusa.
_ Que foi que houve da nossa
intensa paixão, minha musa?

Nem arrisco seguir os teus passos;
só de longe te olhar me contenta.
Um mistério fez o descompasso,
transformando a calma em tormenta.

Agora é esperar... triste sina...
Enrolar-me no manto...`stá frio!...
Tua imagem se esvai na neblina...
Já me embaça o olhar doentio...

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