Poeta pobre diabo

 
Poeta pobre diabo

Nem todos os diabos são ricos
Mas todos os ricos
Grandes nababos
São diabos

Respondo, assim
A quem, não importa
Respondo-me a mim

Eu não passo de um pobre diabo
De um humilde poeta menor
De coração dilacerado

Ando neste mundo de dor
Ainda assim esperançado
Num mundo melhor
Por ver andarem por cá
Muitos anjos e arcanjos
Tentando concertar as coisas
Por aqui e por ali
Todas as agruras
E que também me vão valendo a mim

Não fossem essas seráficas criaturas
E eu já teria pedido a Deus
Para me levar de volta
Para me retirar daqui

Vale de Salgueiro, quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Henrique Pedro
 

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