PALAVRAS DO AUTOR;
Direitos Sociais e Segurança Comunitária!
Ao examinarmos os caminhos traçados pela Humanidade ao longo de anos e séculos, vemos que sempre houve a preocupação com “os direitos sociais e segurança comunitária”. Desde os povos mais antigos, segundo o que ficou escrito em memoriais, à maneira deles, os diretos sociais e a segurança de cada tribo era defendida de unhas e dentes. Apesar de não haver uma igualdade social entre aqueles membros tribal, por que havia em quase todas as sociedades constituídas os escravos, servos e as mulheres que não tinham tantos direitos sociais assim ou nenhum direito de um verdadeiro cidadão e cidadã, mas tinham assegurada a segurança comunitária. Havia entre aqueles povos do passado os guerreiros que os defendiam de invasões inimigas com suas maneiras arcaicas.
Muitos escritores e poetas surgiram aos longos dos tempos. Entre eles; Evaristo da Veiga (1799 – 1837), Gonçalves Dias (1823 – 1864), Olavo Bilac (1865 – 1918) e João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999), homens que viveram em tempos diferentes e mudaram cada um com seu ponto de vista, a historia da humanidade para sempre. Na medida em que passaram os anos e séculos os valores da pessoa humana foram fazendo parte dos debates políticos, pois estes poetas usando a riqueza da literatura, o seu poder, foram transformando a maneira dos seres humanos verem o mundo real. Homens como o carioca Evaristo da Veiga que tive um papel muito importante na escrita como jornalista, não diretamente como poeta, que com seus artigos em jornais da época fez florescer a idéia da independência do Brasil. E, quando se deu a independência, ele escreveu o Hino, em parceria de D. Pedro que compôs a musica que por sinal tem uma letra muito bonita e rica em detalhes.
Gonçalves Dias, um maranhense, foi um de nossos primeiros grandes e maior poeta. Viveu numa época chamada de romantismo, marcada pela valorização das emoções, pelo gosto da liberdade, da natureza e da expressão individual de cada ser humano. Transportou essas tendências também para o plano patriota, tratou de celebrar o que se tinha de mais brasileiro aqui frente aos europeus, e foi um dos criadores do indianismo através de suas representações de personagens indígenas com muita simpatia e entusiasmo nos seus escritos. Os direitos sociais foram ganhando terreno e a segurança da comunidade também garantida por leis que passaram a entrar em vigor em varias partes do mundo inclusive em nosso Brasil. E assim a democracia de Aristóteles versus Platão e a Política Cientifica Social de Karl Marx versus Engels se consolidaram entre a humanidade. Com a ajuda critica de escritores que muita das vezes nem se nota que contribuíram e contribuem para isto. Era uma forma de representar uma idéia ou um sentimento usando o romantismo ou escrita critica cheia de metáforas e sentimentos nacionalistas, patriotas e românticos. Muito embora gradativamente em ritimo lento e em muitos casos sofrendo distorções quanto a sua aplicação e entendimento erroneamente difundido entre os vários povos da sociedade, por isso ainda não alcançamos as qualidades de uma sociedade justa e digna daquilo que foi e é o desejo das pessoas de bom censo de outrora e de hoje.
Não se constrói nada do dia para a noite. E como isto é uma realidade, todo o avanço social e comunitário ainda não é completo. Existe muito a ser feito. E entre tanto precisamos assegurar toda a sociedade para a questão; Direitos Sociais e Segurança Comunitária, Justiça, Paz e Progresso se consegue por meio da conscientização de cada ser humano através daquilo que escritores visionários descreveram e descrevem ao longo dos tempos. E por isso aqui estamos procurando com este projeto de literatura simples, cheio de carinho e muito amor, buscar uma maior compreensão de toda a população e despertar as autoridades nacionais e internacionais para as questões sociais. Direitos Sociais sem distinção entre as pessoas, Segurança Pública e Comunitária garantida a todos os cidadãos e cidadãs inclusive as crianças, adolescentes e jovens recebendo um maior apoio educacional e futuro de vida profissional garantido. E assim possam ter a paz, a felicidade e muito amor de uns para com os outros, com isso poderemos suplantar as desavenças e arestas desta sociedade atual.
A cada momento um instante! A cada flor um aroma! A cada semana sete dias! A cada ser humano uma maneira de viver! A cada coração um sentimento! A cada vida um espírito! A cada dom uma perfeição! A cada vocação um talento e a cada estrela um brilho!
O coração de cada ser humano é um universo secreto que nem sempre se desvenda tão facilmente. Toda pessoa tem seus princípios, características, sentimentos, qualidades, dons, capacidades e enfim...
Como meu discurso sobre estes temas e sentimentos da alma se recitará em forma espontânea nas poesias de minha autoria; falando de assuntos diversos e inclusive do sentimento mais belo do universo, o amor. Até por que o ser humano, em todos os aspectos, assuntos e pontos da vida, não é feliz sem o amor.
Antonio Santos Sanceí.
INJUSTIÇA SOCIAL – I.
Já faz mais de vinte anos
Que voltei e estou notando
Mudanças no Brasil;
Mandas-chuva com seus planos
Já entraram pelos canos
Nossa luta progrediu
Vivi contando minutos e horas
Na esperança de melhora
Muitos anos se passaram;
Quão triste o tempo outrora
Minha alma lembra e chora
Quando “tantos” lá tombaram;
Deus que vê e conhece
A certeza já me deu,
Novo dia também floresce
E minha esperança cresceu.
Passaram-se vinte anos
Que mandavam os “Seus Fulanos”
Com a liberdade eu sonhei;
Ver nosso Brasil marchando
No seu destino votando
Por isso tanto lutei;
Cidadãos sem os seus direitos
Recebendo o desrespeito
De alguém que os explora?
Desgraçados, pobres sujeitos,
Foram sempre grandes suspeitos
E a tortura fez a hora;
Um dia com todo empenho
Surge alguém com o desenho
De uma nova sociedade...
Meus direitos hoje tenho
Com forças agora venho
Mostrar nossa realidade;
Pois com toda a liberdade
Na maior sinceridade
Tenho muito que ir buscar;
Se a ganância e a crueldade
Vai falindo a sociedade
Como posso descansar?
Por tantos anos batalhei
Poucos direitos conquistei
E ainda pago o preço?
Por longos caminhos andei
Só miséria contemplei
No Brasil, é um grande peso;
Os mandas-chuva de outrora
Com as muitas astúcias agora
Agem de uma nova forma;
“A Honestidade” mandam embora
A Corrupção faz a hora
E População se transtorna.
Antonio Santos Sanceí.
S.J. IV Marcos MT 1998
*** *** ***
DESIGUALDADE SOCIAL - II.
Minha vida nesta terra
É travando grande guerra
Pra sobreviver;
Pois o grande manda e berra
E pequeno só se ferra
Até morrer;
Quantas vezes nesta vida
Com a alma tão sofrida
Começo a chorar;
As maldades cometidas
A sociedade dividida
Aonde vou parar?
Aqueles mandas-chuva
Fizeram-me calar
Mas uma esperança
Sigo a carregar.
Minha gente, nesta vida,
Carregando a ferida
Da rejeição;
Vou andando em minha lida
Com a alma dolorida
Pela nação;
Minha alma brasileira
Já viu tantas besteiras
Que estremeceu!
Caiu o pobre na ladeira
Foi rolando a ribanceira
Quem o socorreu?
Minha gente, desta forma,
O Brasil um dia retorna
A escravidão!
A ganância tem as normas
Por dinheiro já transforma
Gran servidão;
Ao poder aquisitivo
Tenho mil motivos
De protestar;
Da astúcia dos “ativos”
Os pobres são os cativos
Como suportar?
Há crianças neste mundo
Que nem por um segundo
Tem o direito;
De nascerem nesta vida
E crescem destemidas,
Era perfeito;
Sendo elas muito pobres
Do Brasil, são filhas nobres...
Devem “crescer”;
Só que isso é o privilégio
De ricos, e nem colégio...
As Pobres podem ter.
Antonio Santos Sanceí.
S.J. IV Marcos MT 1998
PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE ESPERANÇA - III.
Sonhando e esperando uma nova razão
Um Povo sofrido dentro da nação,
Sem escola, saúde, bem-estar e o pão,
Sonhando e esperando uma nova razão.
Bem vamos agora
Decidir o que fazer;
Chegou à nova hora;
E o lema é vencer.
São tantos na fome sem as soluções;
Peles nuas, chorando migalhas de pão;
Inda tendo esperanças, luz do coração;
Suas crianças caminham na desolação.
Há pessoas “dotadas, formadas” ou não,
Quase todas alheias a nosso irmão
Que não têm no celeiro suas previsões
E vive sofrendo com a desnutrição.
Sem escolas, saúde, bem estar e o pão;
São todos humanos e tem um coração
Sonhando e esperando uma nova razão;
Um povo sofrido dentro da nação.
Esperanças na mente, com os pés pelo chão,
O amor vai à frente, qual arma na mão,
Sonhando e esperando uma nova razão
Vai vivendo ensinando a mais nova canção.
Antonio Santos Sanceí.
S.J. IV Marcos MT 1998
*** *** ***