Aquilo que contemplo, através da televisão,
são brados de socorro:
brados ecoados por sulcos
[Sulcos concebidos, a partir, da matéria vil do sofrimento. A viver, miseravelmente, de gotículas esparsas d’água e esporádicas côdeas de pão.
Vejo aquela hoste de sulcos dispostos em renques, filas
a esperar, sob o abrigo solar,
o altruísmo abominável duma estatal hóstia ultrajantemente
Satânica, melhor, tão humanamente divina... divinamente humana]
Testemunho, com o mais profundo pesar,
estes denodados sulcos que suportaram
nas costas o sicário peso do erigir
do processo industrializatório de um agrário país;
Agora tratado como ícone do que é supra-anacrônico, do abjeto
Moribundo!]