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Desde já, quero deixar claro que minha intenção não é ofender, perseguir, ou incitar quaisquer ato de preconceito e/ou discriminação.
Vanessa Camargo, Sandy e Junior, Fiuk, Preta Gil... Uma geração inteira de artistas produzidos por seus pais e familiares. Primeiramente é necessário atentar-se a palavra "artista". Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e idéias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores, dando um significado único e diferente para cada obra de arte.
O único significado que estes tais artistas querem passar, é como ganhar dinheiro e fama fácil no Brasil, produzindo qualquer coisa. Os artistas que vemos na mídia, vivem num país em desenvolvimento, um dos maiores contrastes sociais do mundo, mesmo assim, não ouvimos/vemos sua arte voltada para o contexto social. Não há aspecto artístico que não tenha sido atingido por esta massa manipuladora e todo seu monopólio.
Na música, - o grande orgulho nacional - vemos "talentos" gerados segundo sua descendência e capital, quanto à criatividade, produtividade e conceito, estão quase que extintos, não fosse os músicos chamados de "alternativos" - estes fora da mídia.
Existem apenas dois modos de fazer com que pudéssemos voltar a ouvir boa música: banir todo o lixo que temos disponível hoje na mídia e colocar em seu lugar os verdadeiros músicos que ainda existem e/ou trazer de volta quem fez música até 1999.
Neste momento, vivemos uma séria crise cultural, não há estilo musical que escape dos oportunistas: samba, pagode, sertanejo, rock, pop, MPB, reggae e até o rap.
A chamada "moda EMO", é com certeza a mais cara-de-pau das investidas da mídia. Letras iguais em todos os CDs e todas as bandas. Mesmo estilo musical em todo seu contexto. Pobre de dar pena. E a sociedade brasileira é tão hipócrita, que um cidadão que é fã do 'Bokaloka" persegue quem é fã do "Restart', como se não fosse a mesma coisa. E é. A diferença entre o estilo das duas bandas é notável. A pobreza intelectual ou no mínimo cultural de ambas é a mesma. Mas enquanto houver consumidor, haverá um produtor.
Perseguir pessoas, devido sua influência musical, é ridículo por si só. Mas quando ambas não tem sequer noção do próprio idioma, a discussão torna-se penosa, patética e apenas serve para que vejamos o que os meios de comunicação tem feito por seu próprio lucro e para ver-nos guerreando uns contra os outros, não culturalmente, mas, como palhaços.
Se víssemos uns aos outros com os olhos que deveríamos, teríamos na verdade pena de nós mesmos e de todo nosso país, nas mãos de quem controla as cordas que mexem nossos braços e pernas.
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