RIBEIRÃO DE PIABINHAS - Soneto

 
RIBEIRÃO DE PIABINHAS - Soneto
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Quando bem jovem eu adorava pegar as piabinhas do ribeirão,
Dentro de um vaso de vidro eu as colocava, para vê-las nadar,
Eram tão lindas e coloridas que me chamavam muito a atenção.
Pareciam fadas mágicas, em variados tons bem vivos a brilhar.

Suas pequeninas bocas procurando o alimento que eu jogava,
Eram as migalhas de pães e farelinhos de milho bem miudinho.
Eu ali naquela admiração, não percebia o tempo que passava,
Todos os dias eu as visitava e tinha por elas imenso carinho.

Vai se arrumar pro colégio menino! Minha avó brigava e dizia...
Bem ligeiro! Feliz, ia estudar, com o pensamento nas piabinhas.
Antes, trocava a água, com pena da pobrezinha que lá morria...

Pensava que a vida dela era igual a minha, pois eram amiguinhas.
Minhas lágrimas eu não soltava, por ser muito inocente não sabia,
Porém, o meu coração mandou libertá-las, para viverem sozinhas.


Narciso
 

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