O Inverno de regresso

 
O Inverno de regresso
Neve inconveniente gélida cobre todo o quintal
Os queixos tremem de frio
Um ou outro se refugia na taberna
E também na aguardente
As lareiras são insuficientes para o necessário
E o cabrito assado e o belo vinho tinto
Substituem a soberba fornalha
E do interior deles próprios surge o amor ao próximo
E aí a beleza se ultrapassa a si própria
E o amor por toda a humanidade
Se espalha por ente os de falta de sustento
E o vento agreste lhes traz todo o alimento.
 

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