SINFONIA Nº3: CARÍCIAS DE UM MARTELO

 
SINFONIA Nº3: CARÍCIAS DE UM MARTELO
SINFONIA Nº3: CARÍCIAS DE UM MARTELO



Deixe-me em paz, cefalgia.
Procure outras vítimas
que a contentem. Satisfaçam a sua picardia.


Esta sua balsâmica fragrância de dor
do norte da mente me distancia:
rincão da estação de espera,
onde embarco no fluxo das reflexões
que determinam contra a ditadura dos magnos mercadores
os meus literários mais iracundamente baldios protestos
Acusadores.


Acabe logo com esta contenda
que egoisticamente produz.
Dê um basta na colisão de forças
entre estes citológicos comandos do intelecto
e da coordenação motora que em mim atuam.






Ah, sua incorrigível masoquista,
decididamente
meus olhos já querem dormir.
Portanto eu aqui, já virado na porra,
ordeno
que, como água posta em panela fervendo,
Você evapore, desapareça: dê um ninja, se escafeda!
Vire fumaça gasosamente aquosa que paire pelo ar.
Converta-se em gotículas que molhem outras paragens,
Outras cabeças, outras mentosferas!
Por isso, suma daqui. Vá caçar outras presas. Saia-se de mim.
Por favor, saia-se...Não me enlouqueça!












JESSÉ BARBOSA OLIVEIRA



 

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