Há um tempo, que minha´lma soprara o terror num começo da primavera
e no céu da minha herança senti a vida no termo,
naquele tempo a brisa da manhã e gritos tristes eram acordes de desanimo
pensava que o novo século não haveria criatura
num daqueles mesmos dias eu,
de costas para o céu junto a única protecção
toda minha acção foi só oração
suplicando ao único ser misericordioso do céu
palavras de compaixão, rimadas? Possivelmente,
quando na horizontal do vento o que vi foi desespero
foi minha gente chorar, correr
foi fitar meu berço num cenário de desamparo,
meu sonho de ser nos confins de um alvorecer
aniquilei meus dias de aula merecendo lições sem complacência
perguntando a minha inocência
a razão de tal essência cruel
naqueles mesmos dias,
vi falecer quem me viu crescer
após forçar seu fardo sem nada no apetite
vi piedade somente nas lágrimas
naqueles mesmos dias,
tudo era nobre de pobreza
a vida era patavina na natureza