CERES

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CERES
Ceres

Do que te diga, em vão, tenho buscado
P’ra te dizer do meu amor , querida !,
e, procurando.. não tenho encontrado
senão saudades em versos contida .

Saudade ingrata que, em si , não tem cura
e é mais que amor, que co’outro amor se esquece
e, após a morte, nem sempre perdura
e, mesmo em vida, quanta vez fenece.

Saudade ingrata.. que se não desliga
ao coração , seguindo onde ele siga..
mesmo ao teu lado ela inda persiste.

E é quase, o! Deus , permite que eu o diga
maior que a fé que em meu peito se abriga
na Tua Lei que a tudo atende e assiste.
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