Ceres
Do que te diga, em vão, tenho buscado
P’ra te dizer do meu amor , querida !,
e, procurando.. não tenho encontrado
senão saudades em versos contida .
Saudade ingrata que, em si , não tem cura
e é mais que amor, que co’outro amor se esquece
e, após a morte, nem sempre perdura
e, mesmo em vida, quanta vez fenece.
Saudade ingrata.. que se não desliga
ao coração , seguindo onde ele siga..
mesmo ao teu lado ela inda persiste.
E é quase, o! Deus , permite que eu o diga
maior que a fé que em meu peito se abriga
na Tua Lei que a tudo atende e assiste.