Quando meus pés cambaleantes
Tropeçavam errantes
nos laços de aço do inimigo
O sonho em mim era desespero
Só nuvens nebulosas no meu olhar
Eu andava sujo sem esmero
A alma em pedaços não sabia amar
Quando meus pés cambaleantes
Trilhavam o caminho largo do maligno
Só dor só furor só terror
Só ódio só luxúria só miséria
A morte dialogava incansável com meu eu
Desenhando versos de angústias na minha testa
Quando meus pés cambaleantes
Despedaçavam-se em agonia
Na escuridão da vida nascia a luz
A carne dilacerada beijava a harmonia
O Céu dourado se abria
Envolto em lençois de alegria
Abracei o Magestoso Rei
Só paz só brilho só vida
Só amor só graça só bondade
Com o Pai com o Filho com o Espírito
Talatona, 27 de Janeiro de 2009.