MODORRENTO OCASO

 
MODORRENTO OCASO

Acordei cinzas e silêncio
onde dormía enxame.
minhas jovens auroras
são coivaras de incêndio e pó.
A casa dos anos passaram do incidente
sol ao poente e modorrento
ocaso das ocasiões.
Somos vigas esgarçadas
entre a soleira e o telhado
da vida,
esperando a fúria da voragem.
Gilberto Felinto.


 

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