AjAraújo, o poeta humanista, escrito em julho de 1976, revisitado em fevereiro de 2010.
Formas vagas passeiam nas janelas,
ante o balanço das chamas das velas,
desenham figuras no ar feito Van Gogh ou Gaughin,
porém, se dissipam ao aproximarem-se de mim
Nos subterrâneos do ser, transitam habilmente
Escondem a dor, sufocam o grito,
Lágrimas não fluem, como a noite que
deixa o orvalho na relva, e na aurora é visto
Como espírito do poeta em súbita inspiração,
Acácia cujos botões irrompem em floração,
Riachos d´alma que murmúrios entoam
Na madrugada, peregrinos só os olhos viajam...