Poema catorze do meu livro "Onde o vento leva um sonho de carpaças"
BOSQUE DE ALVA
Templo dos esquecidos deuses,
fraga fria e companheira
para o meu coração solitário.
Ao teu rente passam guardiãs
do velho mito
com olhos de cegas teogonias.
Cume dos pinheiros:
não há mais grande templo
para tanta saudade.