Poema treze do meu livro "Onde o vento leva um sonho de carpaças"
CAMPOSANTO DE ALVA
Eu. E um caminho sem volta.
Lousas pobres sem sol nem mirtos.
Nem ciprestes sequer.
Aqui reina a conversa dos mortos
nossos
que levamos nos ossos.
O silêncio.
E eu.
Uma mesma razão
olhando o sol-pôr de cinza.