Noveno poema do meu livro "Onde o vento leva um sonho de carpaças"
UMA UZ ESPELHA-SE NUMA LAGOA
O olho do fundo fitando
o ceio que passa.
O vento, ligeirinho... ligeirinho...
peitando a água.
O ramo de um salgueiro,
como milagre,
tristemente
duplicando-se.
E uma homilde uz.
Nem quase sombra...
Nem quase luz...
Nota.- UZ: segundo o dicionário Estraviz, Nome vulgar de diversas ericáceas que crescem nas terras incultas (Erica arbórea) [vede, http://www.estraviz.org/Uz ]