Oitavo poema do meu livro "Onde o vento leva um sonho de carpaças"
É essa a fonte que não tem nome
na mesminha barga
do mais escuro e fundo do monte,
pingando água
na relva e nas pegadas.
Assobia o vento aligeirando o sol
e abana as folhas dos abedugos
com um rumor que arrepia
e faz virar os olhos ao profundo.
Segue a fonte deitando água
pola rigueirinha do mofo,
mas já não se sente nada.
Nota.- ABEDUGO: em certas falas do português da Galiza vidoeiro