Quinto poema do meu livro "Onde o vento leva um sonho de carpaças"
Neva. E não se farta.
Como uma sombra o lobo
cruza para a Trás-Parga.
De alguém, polo caminho,
ressoam as pisadas.
Ao longe, azul-violeta,
ergue a Pena da Casa
o seu corpo gigante.
A lua alancanha.
No Cando deitam fumo
os lousados das casas.
Nota: Alancanhar é um variante galega de alancar.