Um amor fortuito

 
Um amor fortuito

Este poema é fruto
De um amor fortuito

Com tanto de poético
Como de patético

Eu estava ali de passagem
E não ia a fim de me prender

Não tão pouco andava à procura de um inopinado prazer

Ela apenas me olhou à hora de jantar
Com um inexpressivo olhar
Um sorriso sedutor
Ambíguo de interesse
E de superioridade

Eu mirei-a de soslaio
Apreciando a sua elegante
Sensualidade
Sem lhe dar a entender
De me interessar

Porém
Na última noite da minha curta estadia
Percebi que a porta do meu quarto
Muito de mansinho se abria
Para deixar passar alguém

Era ela!
Fingi que dormia
Enquanto se deitava a meu lado

Segredou-me num sussurro
Que poderia matar ou morrer
Mas que preferia viver
Que estava ali para amar
Melhor seria por isso
Que eu ficasse calado
E fizesse amor consigo

Lá teria a sua razão
Pensei para comigo
Melhor seria não forçar o destino
Já que nunca entendi bem
O coração feminino

E assim
Mais por ela
Que por mim
Aquela fortuita noite de Verão
Converteu-se em fogo
Num frenesim
Num vulcão
Num dramático acto
De prazer e paixão

Só quando ela se retirou
Sorrateira como entrou
Continuando eu acordado
Me apercebi pela janela entreaberta
Que o céu estava lindo
Estrelado

in “ Mulheres de Amor Inventadas” (Inédito)

Vale de Salgueiro, sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
Henrique Pedro

Visite:
http://henriquepedro.blogspot.com/
E SENTIR-SE-Á MAIS FELIZ
 

Conteúdos Populares

Antologia de Moçambique

Poesia do Brasil

Antologia da Guiné Bissau

Poesia de Portugal

Antologia de São Tomé e P

Teoria Poética

Arte Poética

Poetas em linha

  • Visitantes: 10
  • Membros: 0
Lusofonia Poética - Portal de poesia lusófona © desde julho de 2007
Política Privacidade | Regras, Termos & Condições de uso