O meu amor por você, só não é cego, por ver demais.
O seu meigo olhar, e o seu falar no coloquial me faz
estremecer, e a sua mão a me acariciar no trivial
dá um brilho especial no desejo de bem-viver.
É o tempero do meu estar, às vezes é mal
por não saber compreender o seu ego.
Agora cego, vejo que não enxergo.
Os meus olhos; anciãs retinas.
palmilham pelo mesmo canal
de cristal, gozo perenal.
Afinal dulcíssima flor
o que é o real amor?
Inicia-se imenso,
vai diminuindo
à universos,
do adeus.
Tal qual
a Deus
quem
não
se
vê
?