Versos eternos

 
Versos eternos
AjAraújo, o poeta humanista, poema escrito em outubro de 1979.

Ouças os versos que te dou
fi-los, pois, sinto o coração contente
enquanto, teu amor for meu somente
farei poemas com alegria, paz, amor, vou...

E, hei de fazê-los vida afora,
versos de fantasia, utopia e amor,
possas lembrar o passado, nosso ardor
neste tempo célere que começa agora

Estes versos plenos de ternura
são versos teus, mas que são meus também
sozinha, hás de escutá-los, lê-los, sem ninguém
que possa perturbar nossa ventura

Ah, quando o tempo clarear nossos cabelos
irás um dia, quem sabe, acender a chama
e sorvê-los, revivê-los,
nas lembranças que a vida não apaga

E, ao lê-los com saudade, em tua dor,
hás de rever, a cada vez,
chorando o nosso amor,
e hás de recordar sofrendo que os fez

E, nesse instante, se eu já tiver partido
e se você desejar ler outros poemas,
procures ocultas mensagens ao lado das marcas,
da cruz do meu tortuoso caminho

Quando lá novamente fores,
poderás então colher do chão todas as flores
que brotarem no jardim do silêncio de meu corpo
pois, são versos de amor que não morrem, viverei em meu verso...

 

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