Até um dia, onde tu estás - “Homenagem a Artur da Távola”

 
Até um dia, onde tu estás - “Homenagem a Artur da Távola”

Artur amigo



Foste para outro ancoradouro

outras músicas te deleitarão

querubins lerão poemas

escritos com penas



As tuas, de antanho

de hoje, as minhas...



Apalpei as tuas serras

escutei o teu veicular

li e editei as tuas crónicas

divaguei na tua cidade







“a chuva cessou

o vento faleceu

a natureza acalmou-se

escuto o canto gregoriano

o som do mutismo



escrevo este poema

cheio de lugares comuns

sem castigos nem repressões”



- foste tu que me pediste, eu traduzi para a linguagem de Racine -



Na trajectória das águas

dos montes Araras



Voaste dos cumes que espreitam os caminhos reais

nas asas dum perpétuo gavião



Com um lençol lotado de artes

olhos orgulhosos do pertinaz

e um sorriso amplamente jovem



Para uma nova estância que fundarás



Fernando Oliveira




Les Monts de Araras



Homenagem ao amigo e confrade, Artur da Távola





La pluie s’arrête

Le vent s’en va

La nature s’apaise

J’écoute le chant grégorien

Le son du silence

Et j’écris ce poème

Empli de lieux communs

Sans blâme ni répression



Artur da Távola, do original “ Nos Morros de Araras” (trad: Fernando Oliveira)

 

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