Em algum ponto uma beira

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Em algum ponto uma beira
Somos, todos, um poema em construção: sem limites a não ser a quebra da seqüência, quando o que nos domina é o ritmo.

Nele e na imagem o poder das palavras disponíveis e felizes, terras sem fronteiras que têm em algum ponto uma beira, como a areia e o mar.

Na quietude geradora dessa beira, de um momento secreto e íntimo com o fogo dos deuses, forjamos as letras.

É quando a alegria flui. De um diálogo entre versos.
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