Tempos remotos

Poema surrealista.

Tempos remotos

 

Escadarias do gabinete português,

viagem que não finda nunca não, nem inicia,

um limbo, um purgatório, uma encruzilhada,

transição de fronteira, abraçando tudo,

é isso que nos resta ao crepúsculo da tarde...

 

Labirintos dessa face enlouquecida.

Mas que face? A minha, a sua ou a de todos?

Não, amigo, não há esperança aqui nem ali,

não pode pisar na lua duas vezes sem saber

o que há na sua face escura, a morte...

 

Espirais do símbolo visigodo podem

nos fazer pensar que somos vigias a ver

a realidade entorno sem interferir,

bárbaros de tempos remotos ou até

druidas de longas túnicas muito estranhas...

 

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

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