Esfarrapados daqueles nossos tempos

Poesia social.

Esfarrapados daqueles nossos tempos

 

Ganância de riqueza, ódio à virtude,

cupidez ilimitada, desfaçatez total.

 

E os mendigos se cobriam, esfarrapados...

 

Por quanto tempo continuariam as elites

a vilipendiar toda lembrança viva?

 

E os mendigos se cobriam, esfarrapados...

 

Não havia maior escória do que aquela da

esplanada, planalto, congresso e tribunais.

 

E os mendigos se cobriam, esfarrapados...

 

Podiam tudo, faziam tudo, ganhavam tudo,

fábulas de dinheiro nas cortes de poder.

 

E os mendigos se cobriam, esfarrapados...

 

Tudo o que se podia, podia, o que não

se podia é deixar de poder, aí não podia.

 

E os mendigos se cobriam, esfarrapados.

 

Quem saberia medir a justeza no surgir

da indignação de todos e cada um?

 

E os mendigos se cobriam, esfarrapados.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

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