Filopoemando

     

       Morrer antes de viver
       Falar antes de calar o prazer de
       Sonhar alto solta além do mais
       Nada que vem antes de tudo
       Pois tu és o tudo e o nada quando
       De tudo e de nada se pensa
       Quando o vazio enche-me de imenso lazer
       Oh pai ai
       Ai we mãe
       O pavor, é o meu salário
       Vago em trevas do mundo que
       Não é claro pois pelo calvário
       Sussurram mulheres da invalidez
       Imposta por homens incrédulos
       Que derretem a sua cólera
       Sobre as crianças cuja inocência estampa
       O seu semblante de tudo e mais nada
       Que vigora na filosofia da natureza
       Mágica do travo amargo da vida
 
       Morrer antes de viver
       É sair antes de entrar pois as portas
       Encerradas de medo medeiam o
       Síndrome da agonia nojenta das poeiras
       Das feiras dos dias de grandes Tchilos
       A moda que virou mania na trajectória
       Lacónica das paisagens dispersas
       Nas mentes entretidas
       No álcool
       Onde se perdem sem mais nada
       Pensar sobre a vida
       Que vida se não é tida nem achada
       No caiporismo de inveja
       Onde escorre sangue que não é vermelho
       Por não ter cor
       

      Se é assim
      Prefiro
      Antes de viver morrer
      Antes de entrar sair
      Antes de falar calar para não
      Me calar depois de nada falar. 

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