No Escuro...

Um dia estranho

Quando veio a mim

Com a neve caindo de suas botas

Caminhando vagarosamente entre as arvores

Pisando algumas vezes, nos crânios espalhados pela neve

As folhas molhadas

Lembram um tempo

Tão distante agora

Que é difícil encontrar uma pequena lembrança

Talvez congelada em algum lugar

Ou nas marcas de sangue

Que se perdem pelo caminho

Quando nos despedimos

E a escuridão ficou maior

A doença humana tomou uma forma tão devastadora

E os sentimentos como tempestades sem controle

Tristes e na agonia que nunca acaba

Enquanto estamos aqui

Nesse crepúsculo que atravessa o tempo

Um lugar de lágrimas sem gosto

O verdadeiro espirito se foi

E estes restos de seres

Que ficaram impregnados na dor

Algo que não pode ser desfeito

E precisa cumprir suas consequências

Na hora de morrer no escuro

Quando ninguém fala seu nome

Então uma voz familiar seria algo sagrado

Se pudesse ser você...

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