Inteligência funestíssima!

Em um mundo distante,

A complexidade de pensamentos,

De momentos vividos,

E daqueles tanto esperados.

 

Só hoje gostaria,

Permitir-me a uma amnésia,

E uma parada de pensamentos,

O problema de um ser pensante.

 

Um privilégio,

Torna-se uma escravidão,

Uma escravidão,

Torna-se uma dilaceração.

 

Só por hoje,

Gostaria de ser outro,

Só por hoje,

Gostaria de ser um indigente.

 

Nem gostaria de ter o poder,

De escrever assim,

Queria uma deficiência poética,

E um estado quase de ignomínia.

 

Em minha adolescência,

O mundo era fantasiado,

Podíamos tudo, fazíamos tudo,

E hoje quase nada é permitido.

 

E nessas horas que vejo,

O quanto crescer pode ser vegetativo,

E na ânsia de dias melhores,

Não temos mais a quem recorrer!

 

Só por hoje, não,

Nem inteligência, nem livros,

Quero minha ignorância,

Nela talvez não me sinta tanto assim! 

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