Essa tal lâmina do amor

Poema espiritualista.

Essa tal lâmina do amor

 

Destino dos homens, dos bichos

e das plantas é assim,

sempre foi assim, nascer, crescer,

reproduzir, viver amadurecendo,

e por fim, após tudo, fenecer...

 

Faca afiada corta tudo

e essa lâmina do amor

fere fundo na alma, mata

antes da morte, ressuscitador...

 

Essa arma é da paz e

da transcendência, mas poucos

a reconhecem, a maioria

não quer não, se fazem de moucos...

 

Por você, por mim e por todos,

alguém morreu numa cruz.

Porém ninguém quer saber da

especial benção, sua luz...

 

Calado eu fico, calado

eu sou, mas felizmente ou

infelizmente, nenhum ser

é imortal, assim a vida falou...

 

E certo como o céu e

a terra estão nos lugares

seus, ninguém pode remir

chagas alheias, nem se o matares...

 

Por mais iluminado que

fosse, que é ou que virá,

não pode, não senhor, ouviu?

Disso nenhum deus tratará...

 

Ouve-se em todo lugar e em

todas as horas, sem bondade.

E o mais triste é que Cristo

sempre soube; verdade...

 

A escolha própria de

um avatar é fundamental

pela compaixão à nossa cru

humanidade, mas afinal...

 

Esquecem que um poder maior

existe e prepondera.

Sim, pode ser redentor,

aquele que, consciente, usa

essa tal lâmina do amor...

 

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

 

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