Vinho sem sabor

Quem me dera poder ser o que tu queres,

Quem me dera poder te dar o que queres ter

Poder ir a Marte sem eu querer,

Poder dizer que és minha até morrer

Poder dizer que me dou com toda a gente,

Poder dizer que gosto do sol quando está a chover,

Quem me dera ser mulher, ser o que tu queres ser!

Dizer-te que o mundo sorri quando chora,

Dizer que te amo quando te minto,

Ser a lágrima que vês,

Quando o que dou não é o que sinto|

Ser o som que não ouço, coração que não bate,

A imagem distorcida de uma realidade perdida,

Mas diz-me, será isto o amor?

Ser-se vinho sem sabor?

Conteúdos Populares

Últimas no Espaço Aberto

Poetas em linha

  • Visitantes:
  • Membros: 2
    • José Barros
    • Sónia Silva
Lusofonia Poética - Portal de poesia lusófona © desde julho de 2007
Regras, Termos & Condições de uso