Chegar e partir outra vez

Chegar e partir 

Chegar e partir outra vez

 

Após muita inconveniência atroz,

e para redundar um tanto melhor;

fiz-me de indigente e santo-algoz.

À veleidade de desgastado retrós.

 

Pensei saber, porém, tenho de roer

vaidosa ignorância de que nada sei.

Sou o vil-bom-ruim, finito-sem-fim?

Afinal, quem sou desta verônica vez,

filho do Filho, qual morreu por mim?

 

Seria vaidoso e orgulhoso freguês

a alimentar aquela quimera altivez?

Quiçá, um eterno-estúpido aprendiz.

Realmente, nada sei de tudo o que fiz.

 

Portanto, se puder partir para nova era

na inocência de uma criança, que espera

ganhar compreensão de amorável futuro

qual me queira livrar deste ignaro escuro.

 

Aceito essa graça, modestamente.

 

jbcampos

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