AMANHECER A LUA

_ Um toque de bandeja no abrigo da tela que

Se revela irascível no labirinto lunar do meu eu

Salve-se a vida de que se esgueira no panorama

Dos abismos inacessíveis a vida dos fantasmas a volta

De um conclave que proclama a vitória.

 

_ Em solilóquios os esplêndidos receiam-se de um

Toque desequivocado das palmas a beira da nossa fantasia

Sem andar a volta das batidas e das cambalhotas que a vida

Se lhes oferece de gratidão perambulam sem se quer rematarem aos

cânones de uma armadilha desiludida.

 

_ O dia acontece agora, o sol esse e as suas vibrações arrepiantes

Estremecem o entremeado das epístolas fugazes remetidas a

Febre erótica das mulheres nuas estendidas a beira de uma festa

Inebriadas cadáver andantes, surripiam as redes em grelhas desgastadas

De muito prazer em dívidas pagas por um vaivém das gotas oceânicas.

 

_ Ai, sim, o caminho purificado de frases poleirentas traduz

Uma melodia melancólica das estradas límpidas escorrendo água

Cristalina sem se quer esquecer dos brilhos finíssimos do bem da vida

Que me dá divindade de escolher e acolher entre as estrelas a mais

Esplêndida e luzidia no fascínio dos encontros das noites opacas.

 

_ Desilusão, vaidosa partícula de cascatas a beira mar

Vai um sorriso, um emblema, uma dádiva das tardes bem passadas ante o relâmpago de despiste falaciosos dos muros sem estética na marcha

Da dialética de qualquer coisa a volta da sanidade de elevação das

Estradas de entranhadas e masmorras nas ruas cinzentas.

 

 

 

Guilherme Tchitalakumbi

Moçâmedes 24 de Julho de 2016

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