Um homem nunca chora

Acreditava naquela história
do homem que nunca chora.

Eu julgava-me um homem.

Na adolescência
meus filmes de aventuras
punham-me muito longe de ser cobarde
na arrogante criancice do herói de ferro.

Agora tremo.
E agora choro.

Como um homem treme.
Como chora um homem!

José Craveirinha  in  Obra Poética. 
Maputo: Direcção de Cultura, Universidade Eduardo Mondlane, 2002.  367 p.

ETQ_ACTUAL em 02.08.2012, 4.689 ETQ_ACESSO

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