Nas noites de n’djimpol

Nas noites de N’djimpol
vi a virtude dos homens sem amanhã...
légua a légua
conquistando o caudal do futuro.

Vi-os nas ondas tenebrosas
enfrentando e conquistando!

Vi braços robustos e livres
sonho campos loiros
espigas dardejando ao sabor do vento
brisas e pássaros cantando
sol e flautas beijando o suor fecundante.

Nas noites de N’djimpol
Vi a virtude dos homens sem amanhã...
légua a légua
conquistando o caudal do futuro...

Vi-os nas ondas tenebrosas
enfrentando e conquistando

Sim,
Vi nas noites de N’djimpol
sonho mamãe terra
sonho compassos rítmicos no capinzal
dilatando a fé do homem-terra
o horizonte e o brilho das nossas mãos.

Oiço o grito das brisas loiras...
na imensidão farta dos campos
sim mamãe terra
firmemente sonho
na certeza gritante
de sermos loiros e fortes

como espigas e o sol

fortes e loiros…
Mamãe terra
Sonho mas juramos-te!

Não posso adiar a palavra Col. Vozes do Mundo,
Sá da Costa Editora, Lisboa, 1982

ETQ_ACTUAL em 16.11.2016, 2.574 ETQ_ACESSO

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