Parnasianismo e Simbolismo na Poesia, Realismo na Prosa

(duas primeiras décadas do século XX)

Alfredo Bosi assim descreve o movimento: "O Realismo se tingirá de naturalismo no romance e no conto, sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das "leis naturais" que a ciência da época julgava ter codificado; ou se dirá parnasiano, na poesia, à medida que se esgotar no lavor do verso tecnicamente perfeito".

O simbolismo retomou o subjetivismo e o espiritualismo banidos da literatura pelo objetivismo realista. Na poesia parnasiana a linguagem se caracterizava pelo trabalho artesanal cuja perfeição e o virtuosismo tendiam à transitoriedade e ao isolamento.

No entanto, esse era um Brasil em que a divisão de classes era profunda, definida sobretudo pela diferença entre senhores e escravos, e a literatura exprime essas diferenças. A capacidade artística começou a ter um papel social e surgiu a idéia nas classes dominantes de que esse artesanato fosse uma criação requintada, requinte esse não próprio das classes menos favorecidas.

Principais autores: Simbolistas: Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens; Parnasianos: Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Raimundo Correia

Actualizado em 06.06.2012, 40.207 Acessos

Conteúdos Populares

Últimas no Espaço Aberto

Poetas em linha

  • Visitantes: 49
  • Membros: 4
    • Antóni Silva
    • Joana Oliveira
    • Paulo Silva
    • Ana Costa
Lusofonia Poética - Portal de poesia lusófona © desde julho de 2007
Regras, Termos & Condições de uso