Biografia

Poema vai nascendo
num passo que desafia:
numa hora eu já o levo,
outra vez ele me guia.

O poema vai nascendo,
mas seu corpo é prematuro,
letra lenta que incendeia
com a carícia de um murro.

O poema vai nascendo
sem mão ou mãe que o sustente,
o perverso me contradiz
insuportavelmente.

Jorro que engole e segura
o pedaço duro do grito,
o poema vai nascendo,
pombo de pluma e granito.

Antonio Carlos Secchin

ETQ_ACTUAL em 09.08.2012, 2.505 ETQ_ACESSO

Conteúdos Populares

Últimas no Espaço Aberto

Poetas em linha

  • Visitantes:
  • Membros:
Lusofonia Poética - Portal de poesia lusófona © desde julho de 2007
Regras, Termos & Condições de uso