A Fonte I

Eis-me perto da Fonte, muito perto.
Vejo brotar a água,
Uma água clara e límpida,
Boa, amável!

Eis a Fonte:
Fica perto de Badiopor.
Junto dela nasci:

Eis a Fonte da minha infância.
Sim, eu amo essa Fonte,
Admiro-a,
Brinco,
Eu e meus irmãos, à sua beira.

Fica, fica perto de Badiopor,
Desse lugar quase sagrado,
Desse lugar ensombrado;
Badiopor, fonte de nossas almas.

A sua água nos atrai,
E acarinha-nos.
Vemo-la noite e dia;

E a Fonte que está mais perto.
Olha: a água a brotar da nascente,
Como de fonte,
Como um regato!
(Sim, parece-se mais com um regato.)

n: No reino de Caliban : antologia panorâmica da poesia africana de expressão portuguesa, I / Manuel Ferreira. - Lisboa : Seara Nova, - p. 324-325

ETQ_ACTUAL em 30.07.2012, 3.063 ETQ_ACESSO

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